Dark Debt: será que há uma dívida negra a ameaçar os sistemas da sua organização?

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Dark Debt: será que há uma dívida negra a ameaçar os sistemas da sua organização?

Dark Debt: será que há uma dívida negra a ameaçar os sistemas da sua organização?

Já ouviu falar em dark debt? A dívida negra dos sistemas de informação pode trazer consequências sérias às organizações e lidar com o tema exige minúcia e abordagens inovadoras, que vão além das metodologias tradicionais.

 

Pelas suas características, a dark debt é comparada à matéria negra que envolve o universo e que é essencial para a formação e a integridade das galáxias. Como não emite luz nem qualquer tipo de radiação, a matéria negra não é visível, mas os seus efeitos gravitacionais em estrelas e galáxias confirmam a sua existência.

 

A dark debt é idêntica. Traduz vulnerabilidades em sistemas complexos que não são detetáveis até se revelarem numa falha, porque ocorrem na interação entre os diversos elementos que compõem cada ambiente tecnológico: software, hardware, componentes elétricos ou qualquer outra peça do puzzle.

 

Os efeitos, por seu lado, são bem visíveis e traduzem-se em falhas complexas e com impacto significativo. Um grupo de investigadores do Resilience Engineering in Business-Critical Software Consortium que aprofundou o tema incluiu no leque de falhas com a marca dark debt o problema que parou a bolsa de Nova Iorque, que tirou o Facebook do ar durante quase uma hora e o evento que fez colapsar serviços críticos da plataforma AWS da Amazon.

 

Os mesmos investigadores, observaram que as vulnerabilidades que alimentam a dark debt residem em ténues interações entre elementos distantes num sistema, que em muitos casos não foram consideradas até revelarem problemas, como explicam no relatório Stella.

 

Dark debt não é dívida técnica

 

As ferramentas usadas para identificar e mitigar dívida técnica não funcionam num contexto de dark debt, que é invisível até que a consequência se torne evidente. A dívida técnica forma-se quando uma empresa decide desenvolver ou investir em software ou hardware para alcançar resultados a curto prazo, sem avaliar devidamente as implicações na qualidade final do produto e nos custos a longo prazo.

 

É muitas vezes um mal necessário para dar uma resposta rápida, e com o budget possível, às exigências do mercado, que mais tarde será pago com juros (custos extra de manutenção ou evolução da solução, por exemplo), mas que a qualquer momento pode ser reconhecido e mitigado, recorrendo a ferramentas como a análise de código, que ajudam a identificar a causa, quantificar e corrigir.

 

Como mitigar o problema da dark debt?

 

A dark debt germina na complexidade dos sistemas, desenhados e construídos a partir de componentes que, exatamente por se admitir que podem falhar, são fortalecidos com várias camadas de proteção, transformando-se em teias complexas de ligações. Cada peça integra pequenas falhas, inócuas, e que por si não são suficientes para criar uma anomalia, mas na interação com outras componentes isso altera-se.

 

Aprofundar a investigação de incidentes, explorar a fundo os dados qualitativos que as ferramentas de análise fornecem e monitorizar processos é o caminho a seguir para mitigar a dark debt.

 

Complementar esta abordagem com uma estratégia mais proativa, que desenvolva esforços contínuos para explorar e atualizar os modelos e ferramentas que contribuem para tornar os sistemas resilientes, assim como testar a sua tolerância a falhas sem comprometer a qualidade de serviço, otimiza a resposta a um desafio que é complexo, mas não pode ser ignorado.

 

 

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