Metodologias Ágeis: clarificamos 5 mitos

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Metodologias Ágeis: clarificamos 5 mitos

Metodologias Ágeis: clarificamos 5 mitos

 

As metodologias ágeis são muito utilizadas pelas organizações que procuram aumentar a sua produtividade, fazer uma alocação de recursos de forma mais eficiente ou que pretendem diminuir o período necessário entre a conceção do produto até à sua disponibilização no mercado.

 

Ainda assim, há organizações que colocam vários entraves a estas metodologias, muitas vezes por desconhecimento ou por considerarem alguns mitos como informação verdadeira. Assim, é preciso desmistificá-los!

 

1. As metodologias ágeis usam-se quando há necessidade

 

As metodologias ágeis não são um pacote de diretrizes que se implementa quando há necessidade ou existe um projeto específico. Estas devem ser intrínsecas à organização, fluídas e naturais. O percurso de uma organização até à “agilidade” é um percurso com mudanças, abrangente a toda a organização e, nem sempre, fácil. Assim, é essencial investir tempo, recursos e esforços para garantir uma infraestrutura que apoie a implementação destas metodologias.

 

2. As metodologias ágeis não implicam planeamento

 

Em qualquer projeto, o planeamento das tarefas e entregáveis é essencial para atingir o sucesso. Nas metodologias ágeis o planeamento é feito de forma contínua ao longo do projeto, ao contrário de outras metodologias em que existe um período inicial para planeamento. Isso não implica que nestas metodologias não exista um planeamento inicial que estruture os marcos essenciais do projeto, apenas é feito de forma menos rígida.

 

O planeamento contínuo permite que o projeto se inicie mais rapidamente e seja mais fácil fazer ajustes à medida que novas informações se tornam disponíveis (riscos ou alterações nos recursos, por exemplo) e algumas tarefas são concluídas.

 

3. As metodologias ágeis só servem para o desenvolvimento de software

 

Podemos pensar que as metodologias ágeis surgiram recentemente, mas a verdade é que estas já são utilizadas desde o século passado. O Scrum, uma das metodologias mais populares, está na génese da produtos físicos lançados nos anos 1980 por empresas como a Canon, Toyota ou Honda.

 

Atualmente, estas metodologias continuam a ser utilizadas em produtos físicos e também na indústria de software. Além do desenvolvimento de produtos, as metodologias ágeis estão a ser usadas em áreas tão distintas como a advocacia, auxiliando a gestão de casos e a alocação de recursos, para executar campanhas de vendas ou até para planear uma mudança de casa.

 

4. Os clientes podem introduzir mudanças quando desejam

 

A flexibilidade dos métodos ágeis pode ser interpretada como liberdade total para introduzir mudanças no projeto. Não é verdade: quem usa metodologias ágeis sabe que a introdução de mudanças no momento errado tem um custo elevado.

 

Nas fases iniciais dos projetos, as alterações têm um custo muito menor do que em fases mais avançadas do projeto, como seria de esperar. É impossível eliminar os custos de uma mudança no momento errado, mesmo com metodologias ágeis. No entanto, é possível minimizar esse custo com iterações curtas, trabalhando tarefa-a-tarefa, algo que está na génese das metodologias ágeis.

 

5. Agile é Scrum

 

Scrum e métodos ágeis não são a mesma coisa. O Scrum é apenas uma metodologia ágil, além de outras que seguem os mesmos valores e princípios do Agile (como o Kanban, por exemplo).
Cada organização deve avaliar qual a metodologia de desenvolvimento que mais se adequa aos seus projetos e cultura organizacional. Em casos em que não é possível fazer uma mudança para as metodologias ágeis, há alguns princípios ou tarefas que podem ser aplicados, como por exemplo aumentar o número de interações do projeto.

 

Esta adoção faseada de práticas ágeis pode ser essencial para estabelecer as bases de uma transformação posterior rumo à adoção de uma metodologia de desenvolvimento ágil.

 

Conhece mais algum mito associado às metodologias ágeis? Então, partilhe-o connosco!

 

 

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